Infraestruturas on-premises dependem de um fornecimento elétrico estável, especialmente em ambientes faseados onde cada linha possui limites específicos. Oscilações momentâneas, cargas assimétricas ou picos rápidos podem ultrapassar esses limites e acionar dispositivos de proteção, desligando toda a instalação e colocando o datacenter em risco imediato. A maioria dos inversores não fornece leitura individual por fase, não aplica qualquer lógica inteligente de proteção e não dispõe de mecanismos nativos de automação. Isso cria uma lacuna real, nenhuma solução comercial disponível é capaz de antecipar o problema ou atuar antes do desarme.
A solução baseada em telemetria preditiva preenche essa lacuna ao interpretar, em tempo real, o comportamento elétrico do sistema, identificar tendências de risco e aplicar lógica automática que ajusta o modo de operação antes que a sobrecarga aconteça. Mesmo sem leitura granular nativa, a análise dos padrões internos do equipamento permite prever quando uma fase está prestes a exceder o limite, garantindo continuidade operacional, proteção da infraestrutura e supervisão técnica permanente.
1. Contexto Operacional e Risco Energético
Em ambientes críticos, como datacenters on-premises, a ausência de leitura por fase e de mecanismos inteligentes de controlo transforma pequenas variações de carga em potenciais falhas estruturais. Os inversores fornecem apenas dados agregados, insuficientes para diagnosticar situações de risco iminente ou compreender a evolução do consumo ao longo do tempo. Sem capacidade preditiva, o sistema fica vulnerável a sobrecargas rápidas que acionam proteções e interrompem toda a alimentação. A falta de ferramentas comerciais capazes de interpretar telemetria interna evidencia a necessidade de uma camada superior de inteligência, capaz de compreender o comportamento elétrico de forma aprofundada e agir preventivamente.
2. Telemetria Interceptada e Lógica Automática de Controlo
A solução implementa um proxy TCP ativo responsável por interceptar, interpretar e atuar sobre os pacotes transmitidos pelo equipamento. A telemetria bruta é decodificada através de engenharia reversa de protocolo e convertida em métricas tratadas que permitem identificar, em tempo real, padrões de carga que indicam aproximação ao limite permitido. Com base nesta interpretação avançada, a lógica automática comuta o sistema para modo SBU, “priorizando energia solar e baterias” assim que um risco é identificado, reduzindo a pressão sobre a rede. Quando os valores retornam a níveis seguros, a automação recua para modo SUB com estabilidade e sem comutações repetidas. O processo é contínuo, autónomo e transparente para a operação.
3. Integração com Observabilidade e Garantia de Continuidade
Todo o processamento de telemetria é exposto em formato Prometheus, permitindo visualização avançada através de Grafana, monitorização histórica, deteção de tendências e auditoria do comportamento energético. Essa camada de observabilidade complementa a automação, garantindo visibilidade total sobre cada decisão tomada pelo sistema e oferecendo uma base sólida para troubleshooting, análise de performance e expansão futura da capacidade energética. O resultado final é um ambiente estável, protegido contra sobrecargas e capaz de manter o datacenter em operação contínua, mesmo em condições onde o equipamento original não disponibiliza qualquer mecanismo preventivo.
Tecnologias Utilizadas
Sockets TCP · Engenharia Reversa de Protocolo · Proxy TCP Ativo · Parsing e Normalização de Telemetria · Delphi · Prometheus · Grafana · Automação Baseada em Telemetria · Monitorização Contínua · Controlo de Carga com Lógica Automatizada · Exportação de Métricas via HTTP · Troubleshooting Energético